Guiné Equatorial livre

Quem somos

Aquando da realização da VIII Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP, que decorreu em Luanda, Angola, em Julho de 2010, a candidatura da Guiné Equatorial a membro de pleno direito desta Organização foi seriamente considerada.

A sua não concretização deveu-se, em parte, à reacção de cidadãos e organizações da sociedade civil do espaço lusófono.

Na altura, a Amnistia Internacional lembrou algumas das práticas governativas correntes do regime, como as restrições à liberdade de imprensa, as detenções arbitrárias, as práticas de tortura e outras formas de maus tratos, as execuções sumárias e os desaparecimentos forçados. Lembrou ainda que, apesar dos elevados níveis de crescimento económico do país, da elevada produção petrolífera e de ser um dos países com o rendimento per capita mais elevado do mundo, 60% da população da Guiné Equatorial vive abaixo do limiar da pobreza (menos de USD$1 por dia).

Entre outras iniciativas, um conjunto de associações promoveu uma Carta Aberta subscrita por 13 personalidades dos 8 países membros da CPLP – D. Basílio do Nascimento, Frei Carlos Alberto Libânio Christo (Frei Betto), Eduardo Lourenço, Elisa Andrade, Francisco Buarque de Holanda, Inocência Mata, D. Januário Torgal, José Mattoso, Justino Pinto de Andrade, Manecas Costa, Margarida Pedreira Bulhões Genevois, Maria Victória Mesquita Benevides, Mia Couto – dirigida aos Chefes de Estado e de Governo dos países da CPLP lembrando, também ela, aquelas realidades.

Esta reacção encontrou, felizmente, eco nos meios de comunicação social que alertaram para a situação vivida naquele país e questionaram o sentido daquela tentativa de integração.

Na próxima cimeira da CPLP, marcada para Julho em Maputo, Moçambique, a questão voltará a estar na agenda. Apesar de a situação política e social na Guiné Equatorial não se ter alterado.

Nós que, como cidadãs e cidadãos do mundo, participámos activamente na mobilização de há dois anos, vamos continuar a chamar a atenção da opinião pública para a violação dos princípios consignados nos Estatutos da CPLP que representa a integração da Guiné Equatorial e um abandono do seu povo às mãos de uma sangrenta ditadura.

Porque esta deve ser a preocupação central e o fio condutor daqueles que querem contribuir para o desenvolvimento do povo da Guiné Equatorial: garantir o respeito pelos direitos humanos, o exercício das liberdades fundamentais, de modo a que possa escolher livremente a construção do seu destino colectivo.

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