Guiné Equatorial livre

Archive for the month “Junho, 2012”

Contra a adesão da Guiné Equatorial à CPLP

PETIÇÃO CONTRA A ADESÃO DA GUINÉ EQUATORIAL À CPLP

Um movimento cívico agrupando Organizações Não Governamentais de vários países de língua oficial portuguesa, lançou esta segunda-feira uma Campanha contra a adesão da Guiné Equatorial à Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP). Este país, uma das mais brutais ditaduras africanas, pretende ser aceite como membro de pleno direito na cimeira da CPLP marcada para 20 de julho, em Maputo, Moçambique.

A campanha tem um site próprio (www.movimentocplp.org ) onde são expostos os argumentos contrários à adesão da Guiné Equatorial e está disponível uma petição aberta à subscrição de todos os cidadãos dos países de língua oficial portuguesa. O movimento Por uma Comunidade de Valores enviou também uma carta aos chefes de Estado e de Governo da CPLP , exigindo que a admissão da Guiné Equatorial seja negada na cimeira de julho e que a Comunidade de Países de Língua Portuguesa imponha critérios rigorosos de liberalização política, boas práticas democráticas e respeito pelos Direitos Humanos a todos os países candidatos.

Na missiva, o movimento recorda que o português foi imposto como língua oficial da Guiné Equatorial por decreto do presidente Teodoro Obiang, apesar de ninguém no país falar o idioma. «Deixar que um ditador imponha um idioma oficial nestas condições é autorizar um ataque à dignidade da língua portuguesa», lê-se na carta enviada aos chefes de Estado e de Governo.

Numa altura em que os líderes da Guiné Equatorial estão sob investigação em França e nos EUA por crimes cometidos no exercício de funções, a adesão do país à CPLP visa branquear a imagem de um dos regimes mais violentos de África. O movimento Por uma Comunidade de Valores dinamiza esta campanha para deixar claro aos líderes dos 8 países de língua oficial portuguesa que os cidadãos de língua portuguesa não aceitam ver os valores essenciais da Dignidade Humana serem sacrificados em nome do petróleo.

Pode assinar a Petição e ler mais sobre este assunto em: www.movimentocplp.org

Por uma Comunidade de Valores tem como entidades fundadoras:
ABONG – Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais: www.abong.org.br
ACEP – Associação para a Cooperação entre os Povos: www.acep.pt
CIDAC – Centro de Intervenção para o Desenvolvimento Amílcar Cabral: www.cidac.pt
EGJustice – Toward a Just Equatorial Guinea: www.egjustice.org
FONG STP – Federação das ONG em São Tomé e Príncipe: www.fong-stp.org
Oikos – Cooperação e Desenvolvimento: www.oikos.pt
Plataforma de ONG de Cabo Verde: www.platongs.org.cv
Plataforma Portuguesa das ONGD: www.plataformaongd.pt
TIAC – Transparência e Integridade, Associação Cívica: www.transparencia.pt

Um olhar sobre a adesão da Guiné Equatorial à CPLP

Em artigo publicado no blog GlobalVoices.Português Ana Lúcia Sá passa em revisão o processo de adesão da Guiné Equatorial à CPLP, que será um dos temas mais polémicos da próxima cimeira em Maputo e que deverá merecer toda a nossa atenção pelas implicações que terá na construção da CPLP.

Podem ler o artigo aqui.

Juan Tomás Ávila: “Os meus livros não são proibidos porque não há livrarias no meu país”

A jornalista do jornal Público Ana Dias Cordeiro escreve na edição de hoje deste diário:

«De todos os lugares do continente africano, a Guiné Equatorial é certamente um dos piores, mas de que não se fala, diz Juan Tomás Ávila, escritor e dissidente. Ele quebra o silêncio numa conversa, na primeira pessoa, durante uma breve passagem por Lisboa. O autor de Dicionário Básico e Aleatório da Ditadura e outros livros denuncia um regime corrupto e repressivo, que quer branquear a imagem apostando na entrada na CPLP, como país membro de pleno direito, na cimeira de Julho»

Retirado daqui.

Pena de morte na Guiné Equatorial

ACCIÓN URGENTE

CONDENADO A MUERTE CONTRA PETICIÓN DEL FISCAL

Un hombre de 20 años, Amadou Tamboura, fue condenado a muerte el 7 de mayo en Guinea Ecuatorial, tras ser declarado culpable de asesinato con agravantes por la Audiencia Provincial de Litoral en la ciudad de Bata. La pena de muerte es preceptiva por asesinato a menos que existan circunstancias atenuantes.

Amadou Tamboura es ciudadano de Malí y cuando se cometió el delito llevaba dos meses viviendo con familiares en la ciudad de Bata.

En el juicio, celebrado en abril de 2012, Amadou Tamboura admitió haber apuñalado en su casa a una mujer la noche del 21 de diciembre 2011. Admitió haber mantenido relaciones sexuales con la mujer, que según su declaración era su amante. Dijo que después la mujer le pido dinero; como no tenía la cantidad que le pedía, ella agarró un cuchillo de la cocina y lo atacó. Lucharon, y al intentar quitar el cuchillo a la mujer, la apuñaló.

El ministerio fiscal aceptó que Amadou Tamboura había matado a la mujer de manera accidental en el transcurso de la pelea y que había intentado compensar a su familia ofreciéndole dinero. El fiscal solicitó una pena de 23 años de cárcel, pero el tribunal lo condenó a muerte.

El abogado de Amadou Tamboura ha presentado un recurso ante el Tribunal Supremo, alegando que el homicidio no fue premeditado y que la fiscalía había solicitado una condena de privación de libertad y no la pena de muerte.

No se ha fijado la fecha para la vista del recurso.
Nota – informação recebida por correio electrónico.

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